segunda-feira, 29 de setembro de 2008

1939, os dias mais difíceis

Em 1939 Eberhard (Bêka) foi sozinho a Porto Alegre trabalhar na floricultura de Walter Winge.
Em 1941 seguiram a esposa Hildegard e os filhos Eberhard II, Mechthild e Gunther. Ulrich ficou em Ijuí, onde trabalhava na farmácia Schenk.

Logo após a mudança Eberhard foi convidado a passar uns dias às custas do governo federal, por causa do conflito Brasil Alemanha na II Guerra Mundial. Deixemos bem claro que Eberhard não simpatizava de modo algum com nacional socialistas, imperialistas ou comunistas. Saiu da Alemanha justamente por que não gostava de nenhuma destas ideologias.

Cordeiro de Farias, chefe do Estado Maior da 3ª Região Militar sediada em Porto Alegre foi nomeado interventor federal no Rio Grande do sul assumindo em 4 de março de 1938 e havia determinado a nacionalização de todas as escolas alemãs devido às tensões da II Guerra Mundial

Em seu discurso, o regime varguista estava acima de suspeitas. A polícia política movia-se por um terreno escorregadio e impreciso. Com o fechamento cada vez maior do sistema, a demanda pela manutenção da ordem crescia, bem como a ampliação da máquina policial e o seu poderio. Sua atuação baseava-se na “lógica da desconfiança”, a partir da qual procurava estabelecer ligações entre as informações obtidas, a fim de remontar as atividades dos suspeitos, para aí proceder a sua prisão. Investigava-se qualquer ato ou fato anormal, enquadrando o elemento a ele relacionado, nas categorias de suspeitos, forjadas no momento.
Nessa perspectiva, o indivíduo era potencialmente capaz de praticar um ato contra a nação, embora não o tenha realizado. Os suspeitos ficavam sob a vigilância policial. No caso dos alemães/descendentes residentes no Rio Grande do Sul, carregavam como crime a “cidadania alemã”/origem alemã e, portanto, eram considerados potencialmente propensos a se tornarem nazistas, representando um perigo à segurança nacional. Se o quadro era esse, depois de 1942 tornara-se mais crítico. Com a declaração de guerra à Alemanha, a Polícia Política não esperava mais por concluir seu trabalho de observação, recolhendo provas de culpabilidade. Desde que pairassem suspeitas sobre um ‘elemento’, este poderia ser recolhido e detido para averiguações, ficando à disposição da Chefia de Polícia. Respondendo a um telegrama, o interventor interino do estado, Miguel Tostes, informava ao ministro da Justiça, Marcondes Filho, em 7 de outubro de 42:
Cidadãos alemães referidos despacho anexo foram presos e recolhidos a Colônia Penal General Daltro Filho. Mais tarde foram posto em liberdade por conclusão de pena e em virtude alvarás de soltura do Tribunal Segurança Nacional. Após declaração Estado de Guerra foram novamente recolhidos aquele estabelecimento, como medida segurança política, pois trata-se elementos considerados perigos em razão atividades sempre desenvolveram.
Dessa forma, construiu-se uma imagem idealizada do espião e partidário nazista fundamentada na grande quantidade de material apreendido, iconográfico, literatura, bandeiras, cartazes, toalhas com inscrições, etc. Esse material também serviria para a exposição formada na sede policial, bem como para a publicação dos relatórios de Py.[i]
Se a ameaça era constante, a repressão policial liderada pela Chefia de Polícia, com o apoio do interventor, era mais eficiente e enérgica, desmantelando qualquer projeto de ameaça à ordem. Cordeiro de Farias assegurava que
a vigilância pública conhece-lhe os passos, as intenções e os objetivos, mesmo aqueles que o monstro entende de maior sigilo. [...] estamos prevenidos contra a técnica e os métodos de confusão adotados pelo nazismo. No Rio Grande a víbora não mais levantará a cabeça. Estamos seguros de tudo. Auxiliados pelo interesse popular, não nos alarmamos e nem nos atemorizamos com os boatos.[ii]

O segredo constituía sua arma mais poderosa: os policiais supostamente eram guardiões de informações comprometedoras sobre toda a população/instituições, que poderiam vir à tona a qualquer momento. Essa tática gerava o medo, o terror, a obediência e a submissão à sua autoridade.
[i] PY, op. cit., [1940], p. 7. No Rio Grande do Sul, a Polícia organizou o “museu do nazismo”, para o qual recolhia todo o material apreendido. No Rio de Janeiro, também ocorrera uma exposição em março de 1942, no Palácio da Polícia Civil, com o produto das apreensões. Sobre a ação nazista no país, Filinto Müller dizia: “já que fora desfechada uma ofensiva de sombra, a polícia carioca organizou uma defensiva atrás dos bastidores” (Correio do Povo, 16/abr./1942, nº 89, p. 12.
[ii] Correio do Povo, 7/ jan./1942, nº 5, p. 5.
[i Telegrama 632, enviado por Miguel Tostes a Marcondes Filho. Correspondência enviada no segundo semestre de 1942. CG, M 149, AHRS. Fonte: Rosane Marcia Neumann em http://www.cce.udesc.br/cem/simposioudesc/anais/st3/st3rosane.doc

Hildegard ficou desesperada, sem ter como sustentar a família: wir haben nichts zu essen! Mas Gunther a consolou: wir leben aber noch. (Hildegard: não temos o que comer. Gunther consolando sua mãe: mas ainda estamos vivos.)
Gunther conta que um vizinho anônimo, de origem italiana, deixava ao alcance da cerca cestas de verdura. Outro vizinho, anglo-americano, mandava diariamente uma cesta de uvas (anonyme Nachbarn halfen mit Gemüse und Trauben, die sie über den Zaun stehen liessen).
Rua Dr. Mário Totta 958, bairro Tristeza, Porto Alegre, Brasil



Outro relato de Gunther:

Autoridades informaram ao Eberhard que sua esposa Hildegard, seu filho Eberhard (Ebi), sua filha Mechthild (Tilli) e seu filho caçula Gunther (Heimück) foram assassinados. É isso mesmo: disseram ao pai, já angustiado, que sua família fora dizimada.

Eberhard só repetia: "Sorte do Uli ter permanecido em Ijuí, como aprendiz na Farmácia Schenk & Geis" Este era o único pensamento que ainda o mantinha de pé.

Só duas semanas depois descobriu quase sem acreditar no que via: Gunther, seu filho caçula, estava diante dele! Haviam lhe pregado uma peça de péssimo gosto.

Im Gefängnis informierten die Behörden dass Hildegard, Sohn Eberhard (Ebi), Tochter Mechthild (Tilli) und Sohn Gunther (Heimück) ermordet wurden, woran er zwei Wochen lang glaubte. „Zum Glück war Uli in Ijuí bei der Apotheke Schenk & Geis als Lehrling geblieben“ Dieser Gedanke erhielt ihn aufrecht.

Eberhard Sydow jamais defendeu ideologia fascista "nacional-socialista". Se imigrou para o Brasil foi justamente para escapar dos conflitos ideológicos entre comunistas e nacional-socialistas em que tentavam envolvê-lo na Alemanha.

Mesmo assim a ditadura Vargas (ou Estado Novo: golpe de 10 de novembro de 1937 a 29 de outubro de 1945), através do DEOPS, confiscou Documentos e Literatura em língua alemã

Interessava ao governo brasileiro um cidadão que se sentisse "pertencente ou vinculado ao Estado brasileiro e não ao III Reich”; um indivíduo que venerasse Getúlio Vargas como líder político e não Adolf Hitler que, apesar destas tensões político-sociais, prestava-se como um modelo de estadista para aqueles países que viam no fascismo uma solução para os problemas da nação. Esta primeira etapa da repressão deve, portanto, ser interpretada sob o prisma do nacionalismo e da xenofobia sustentados pelo Estado autoritário interventor que, com base nas leis de nacionalização, legitimou seus sentimentos xenófobos e racistas.
Entre 1938-1942, o alemão, porém, não era visto como um perigo ideológico pela divulgação do ideário nazista e sim um perigo “étnico”, visto como “alienígena” ao “Homem Novo” que se desejava construir. A partir de 1942, com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial ao lado dos Aliados, este perigo ganha uma nova dimensão, transformando-se em “militar e ideológico”. O alinhamento brasileiro ao lado dos Aliados redefiniu uma série de posturas e atitudes dos órgãos de repressão. O estado de neutralidade não permitia certos tipos de coação / repressão. Este caráter “neutro” permitiu inclusive que o próprio cônsul alemão em São Paulo, Walter Molly, se dirigisse pessoalmente ao DEOPS com o intuito de denunciar a atividade de propaganda anti-germânica e os policiais do DEOPS não só apuraram a denúncia, mas apreenderam o material em questão.
A repressão aos nazistas na Era Vargas carrega em seu cerne uma contradição: como pôde um governo que teve como modelo os regimes nazi-fascistas em um determinado momento passar a perseguir os nazistas? Esta resposta só pode ser esclarecida se observarmos a questão sob o prisma das relações internacionais entre o Brasil e os países ligados ao Eixo e aos Aliados, em especial, à Alemanha e aos Estados Unidos.
O Brasil, que passou a maior parte do tempo neutro no conflito internacional da II Guerra Mundial, teve que definir em um determinado momento uma postura clara. E neste momento, que seria o ano de 1942, ele tomou a posição de ser pró-aliados. Somente dentro da perspectiva de um Brasil finalmente posicionado a favor dos Aliados no conflito mundial da II Guerra, os nazistas e os demais cidadãos considerados “súditos do eixo” passaram a ser considerados inimigos militares e por conseqüência, alvo das ações de vigilância e perseguição da polícia política.

Anna Maria Dietrich é Doutora em História Social pela Technische Universität Berlin e pela USP (2007) disponível em <http://74.125.45.104/search?q=cache:y9SkP8IOIkAJ:oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/06/110_258-suasticas.doc+Imigrantes+alem%C3%A3es+presos+1941&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br>

1933 - Panambi - 1938 - Ijuhy - 1941

Hildegard, Eberhard, Ulrich, Eberhard II e Mechthild chegaram ao porto de Rio Grande em 1933. Em Panambi (chamada Neu Württenberg até 1954) Bêka fez tentativas com cultura de maçã, hortaliças e uva.

Gafanhotos e formigas arrasaram tudo. Além disso não havia mercado de consumo na pequena vila.

Mesmo assim, em 1937 Bêka construiu uma casa, na qual nasceu o primeiro Sydow gaúcho: Gunther, no dia 18 de setembro.

Em 1938 a família mudou-se para Ijuí onde morou por três anos.

Ulrich permaneceu em Panambi para concluir o ensino confirmatório. Na foto aparecem da esquerda para a direita Eberhard filho, Ulrich confirmando, Gunther, Ursula Strohtmann, Ingrid Strohtmannn, Mechthild e Brigitte Strohtmann.

Eberhard, a partir de 1939, foi trabalhar em Porto Alegre na floricultura de Walter Winge mas a família permaneceu em Ijuhy. Em 1941 Hildegard, e seus três filhos mudaram-se definitivamente a Porto Alegre, permanecendo o filho mais velho, Ulrich, em Ijuhy, na Farmácia Schenck onde já trabalhava desde 1939.

Gunther relata que foi nesta farmácia que Ulrich recebeu o apelido de Colombo. Estava Ulrich a trabalhar quando entrou um representante de laboratório para oferecer seus produtos quando ao ver o novo funcionário exclamou "Was is denn das für ein Kolumbus". (Que Colombo é este!)
Ulrich de fato era muito alto e Kolumbus era o nome dado a pessoas ou coisas muito grandes.





































Europa - América


Rio Grande, Panambi (Neu Württenberg), Ijuí (Ijuhy) Porto Alegre


1933 Panambi (Neu Württenberg) A primeira casa




1933 Hilde, Tilla (Mechthild) e Beka: mãe, filha e pai indo para a comunidade








1933 Hilde



1933 festa da colheita (Erntedankfest)


















1934 Tilli






1933 Ebi




1935 Casa 2
1935 Ulli e Tilli para a escola













1935 Hilde















1936:



Mechthild Sydow, Ursula e Brigitte Strohtmann. a amizade com a Família Strohtmann iniciada em Panambi dura até hoje.




















1937 Ulrich



















Havia um movimento de jovens a exemplo do escotismo, fundado por Gustav Kuhlmann, geólogo, dono de um moinho, hoje restaurante.
Gustav Kuhlmann descobriu uma catcácea helicoidal ainda sem classificação que hoje leva o nome kuhlmariensis.


















1938, domigo, dia 3 de julho, Gunther e mãe (Hildegard): o bacuri é bem mais mimoso na realidade
Muckelchen ist in wirklichkeit viel niedlicher



Casa construída por Eberhard (Bêka) em Panambi
1937 Batizado de Gunther: 16 de novembro



1880 a 1910 dias piores virão


Albert Eugen Sydow
*Gnesen 1º de Outubro de 1824
+Pätzig 18 de Dezembro de 1894
Albert Eugen Sydow é pai de Albert Wilhelm Julius Sydow

Superintendent in Gnesen
Bispo Luterno em Gnesen





Albert Wilhelm Julius Sydow
* Wetzenow 13 de Janeiro de 1862
+ Lehnitz bei Oranienburg 14 de Fevereiro de 1940
Albert Wilhelm Julius Sydow é pai de Eberhard W. G. Sydow (Bêka)
Albert W. Julius Sydow, Eberhard W. G. Sydow (Bêka) e Marie Becker

Marie Becker
* Angermünde 15 de Maio de 1870
+ Eden bei Oranienburg 25 de Dezembro de 1953
Marie Becker é mãe de Eberhard Walter Gunter Sydow (Bêka)

Após o falecimento de Alber, converteu-se para a Antroposofia fundada por Rudolph Steiner sendo seu filho Joachim um dos doze apóstolos desta Christengemeinschaft. Esta religião é proprietária das escolas Waldorf.

domingo, 28 de setembro de 2008

1933, 7 de Julho, navio Monte Olivia parte de Hamburgo


Eberhard Sydow e Hildegard Schulz, Bêka e Hilde, conheceram-se na casa Sydow em Schönwerder em 1907. Após o noivado em Maio, casaram no dia 19 de outubro de 1923 em Zicher bei Küstrin, na igreja da paróquia em que Albert Wilhelm Julius Sydow (*13 de janeiro 1862 +14 de fevereiro de 1940), seu pai, era pastor.


Ebi, Ulli e Tilla (Eberhard II, Ulrich e Mechthild) no deck do navio Monte Olivia. A viagem durou 25 dias (7 de Julho, Hamburgo - 31 de Julho, Rio Grande)


Ulrich Hans Gunther, Ulli,
(*Berlim, 13 de Setembro de 1925)

Eberhard II Ulrich Robert Antonius, Ebi,
(*Rostock, 11 de março de 1928), e

Mechthild Charlotte Ulrike Erika, Tilla,
(*Rostok, 12 de março de 1932 + Nova Petrópolis 22 de novembro de 1971)












1690 gaúchos às margens do rio Oder

As raízes da nossa família Sydow encontram-se no fim do século XVII, às margens do rio Oder, na região da Pomerânia (Pommern), vizinha ao Mar Báltico (Ostsee) hoje pertencente à Polônia.

I.
Christian Sydow (aliás, Sido) nasceu em Brusenfelde* em 1690 (calcula-se) e foi pastoreador de ovelhas.

II.
Seu filho, também Christian Sydow, nasceu em 2 de Janeiro de 1720, também em Brusenfelde, e também tornou-se pastoreador de ovelhas.

III.
O filho deste Christian foi chamado Martin Friedrich David e faleceu em Gross-Schönfeld em 7 de abril de 1816.

IV.
Michael Friedrich Sydow, da quarta geração, nasceu em 2 de fevereiro de 1787 em Gross-Schönfeld e tornou-se pastor luterano em Gnesen, onde construiu um templo em 1842.

V.
Albert Eugen Sydow é da quinta geração, nascido em Gnesen em 1º de outubro de 1824 e falecido em Pätzig em 18 de dezembro de 1894, pastor luterano.

VI.
Albert Wilhelm Julius Sydow, sexta geração, nascido em Wetzenow em 13 de Janeiro de 1862 e falecido em Lehnitz bei Oranienburg em 14 de fevereiro de 1940, foi pastor luterano em Schönwerder (Uckermark), depois em Zicher (Neumark) de 1908 a 1931. Albert teve 6 filhos dos quais Eberhard emigrou para o Brasil em 1933

VII.

Albert Paul Hans (29 de março de 1981), professor de Latim, teve três filhos: Johannes Christian Konradin, Rainer Andreas Ekkehard e Joachim Hans Helmut

Eva-Maria (25 de novembro de 1892), casou com Hans Buntrock

Eberhard Walter Gunther (26 de setembro de 1894), paisagista (Gartenmeister). Desenhou praças e jardins em Ijuí e Novo Hamburgo e Porto Alegre. Eberhard Sydow casou-se com Hildegard Schultz, nascida em 10 de outubro de 1893 em Berlim- Friedenau, bibliotecária, filha de livreiro (Verlagsbuchhändler). O nome de seus quatro filhos inclui Ulrich.

Ulrich Albert Eugen (30 de julho de 1896) morto em combate próximo a Varsóvia na I Guerra mundial em 14 de Dezembro de 1914, foi sepultado por Eberhard, momento trágico que o marcou para toda vida.

Joachim Friedrich Wilhelm (20 de Julho de 1899) foi pastor da Christengemeinschaft (inspirada pela antroposofia) em Rostock e Hannover

Wolfgang Amadeus Gernot Benjamin (9 de junho de 1911 - 24 de novembro de 2007) Dr. Phil, catedrático (Oberstudienrat) maior fonte de fotografias e dados genealógicos deste blog

Wulfhild escreve no dia 25 de novembro de 2007:
Lieber Bernhard, bevor Du die offizielle Anzeige erhältst, teile ich Dir bereits jetzt mit, dass mein Vater am Sonnabend Vormittag - nun doch unerwartet und ohne ein Zeichen der Vorankündigung - gestorben ist. Meine Schwester Dietlind ist bereits aus Dänemark angereist, und es gibt eine Menge zu ordnen und zu organisieren. Du verstehst deshalb, weshalb ich in nächster Zeit unsere muntere E-Mail-Plauderei nicht in gewohnter Regelmäßigkeit fortsetzen werde. Da ich einzig von Dir eine Post-Adresse in Brasilien habe, geht die offizielle Todesanzeige dann nur an Dich. Ich bitte Dich deshalb schon jetzt, die traurige Nachricht dann an die brasilianischen Familienangehörigen weiterzugeben. Herzliche Grüße von Deiner Wulfhild

VIII.

Ulrich Hans Gunther Sydow nasceu em Berlim em 13 de setembro de 1925 e tornou-se farmacêutico em Três Passos (Farmácia Colombo). Casou-se com Lilly Maier nascida em Panambi no dia 1º de Agosto de 1927, filha de Eugen Maier e Hilde Reuter, comerciante. Seus três filhos nasceram em Três Passos:
Roland, 7 de Setembro de 1951
Ursula, 3 de Setembro de 1955
Elisabeth, 13 de Agosto de 1959
Em segundas núpcias casou-se com Lori ____ em 20 de abril de 1994 em Três Passos.

Eberhard II Ulrich Robert Antonius Sydow, nasceu em Rostock em 11 de março de 1928, morto em 17 de outubro de 1993 em acidente de trânsito em Montenegro, bacharel em teologia foi pastor luterano da IECLB e professor de música em Coronel Barros, Restinga Seca, Porto Alegre, Ibirubá e Marques de Souza. Casou-se com Ingeborg Raspe nascida em Campinas no dia 9 de outubro de 1929 e falecida no dia 3 de setembro de 1988, bacharel em letras anglo-germânicas e professora de português e língua alemã, filha de Johannes Raspe, bacharel em teologia e pastor luterano e Elisabeth Reinke, técnica em contabilidade. Seus quatro filhos nasceram em Porto Alegre, no Hospital Moinhos de Vento, onde era cura das irmãs Johannes Raspe
Thomas, 6 de novembro de 1956
Bernhard, 20 fevereiro 1958
Verônica, 1º de maio de 1963 faleceu 7 dias depois (7 de maio de 1963)
Andreas, 16 de maio de 1964

Mechthild Charlotte Ulrike Erika Sydow nasceu em Rostock a 12 de Março de 1932 e faleceu em Nova Petrópolis em 22 de novembro de 1971. Educadora e artesã, tia adorável, criativa, dedicou-se às crianças e ao artesanato, era conhecida como Tante Tilla.

Gunther Karl Robert Ulrich Sydow nasceu em Neu-Württemberg (Panambi) em 18 de setembro de 1937. Primeiro catering da VARIG, após, metalúrgico, hoje pessoa de confiança da administração hospitalar, engenharia clínica no Hospital Centenário, em São Leopoldo. Grande fonte de dados históricos deste blog. Casado com Elke Maul teve uma filha:
Andrea, nascida em Maichingen no dia 5 de junho de 1967, bacharel em estudos latinos, terapeuta. Casado com Bettina Schmeling, designer, nascida em Porto Alegre no dia 15 de novembro de 1953, filha do arquiteto Kurt Günther Schmeling e da professora Agnes Raspe (irmã de Ingeborg) teve dois filhos
Gunar, nascido em Porto Alegre no dia 27 de fevereiro de 1977, Hospital Fêmina, engenheiro de produção
Rosvita, nascida em Porto Alegre (Hospital da PUC) no dia 12 de setembro de 1979, equitadora da Interagro em Itapira, São Paulo

IXa. Hans Gerhard Michael Sydow

IXb Roland Sydow nasceu em Três Passos no dia 7 de setembro de 1951, bacharel em engenharia mecânica é empreendedor agropecuário e revisor de locomóveis (máquinas a vapor que produzem energia elétrica) no Mato Grosso em Porto dos Gaúchos, localidade fundada por seu sogro Guilherme (Willy) Meyer. Casou-se com Ingrid Meyer, nascida em Santa Rosa no dia 14 de Maio de 1950, filha de Willy e Gertrud Klaus. Dois filhos nasceram em Porto dos Gaúchos:
Tatjana, em 8 de novembro de 1978 e
Alexey em 5 de abril de 1981

IXc Ursula, com Antonio Carlos Oliveira, teve o filho Felipe Sydow Oliveira

IXd Thomas Sydow nasceu em Porto Alegre em 6 de novembro de 1958, bacharel em engenheria eletrônica é do controle de qualidade do setor automotivo da Continental, (ex Siemens) em Ratisbona (Regensburg), na Alemanha.
Com Mônica Raffel teve uma filha, nascida em Porto Alegre:
Christine 21 de novembro de 1984
Com Bárbara teve duas filhas, nascidas em Regensburg:
Laura Sofie, 21 de março de 1997
Caroline Elisabeth, 18 de Junho de 1999

IXe Bernhard Sydow, autor deste blog, nasceu em Porto Alegre em 20 de fevereiro de 1958 é bacharel em música com habilitação em órgão, especialista em Educação de Jovens e Adultos (EJA), professor de flauta doce no Projeto Prelúdio onde também rege a Orquestra Infanto Juvenil, professor de Educação Artística - Música na Escola Técnica da UFRGS nas turmas do PROEJA, e organista nas igrejas Martin Luhther (Porto Alegre - Higienópolis), Cristo (São Leopoldo - Centro) e Três Reis (Hamburgo Velho), casado com Vanda Zimmermann, bacharel em pedagogia e bacharel em catequese, filha de Alberto Zimmermann + e Leda Wallauer, empreendedores rurais aposentados. Tem três filhas:
Verônica Gisela, 5 de Maio de 1984, licenciada em Biologia, bacharel em Biologia, mestranda em Ecologia
Ana Carolina, nascida em São Leopoldo, 14 de Março de 1987, técnico administrativa
Débora Elisa, nascida em São Leopoldo, 9 de Setembro de 1988, estudante de canto lírico





IXf Andreas Sydow é estudante de História. Quando casado com Jaqueline Balconi teve um filha, Isabela Sydow, nascida em Porto Alegre, 6 de Junho de 1997, estudante no Colégio de Aplicação da UFRGS e no Projeto Prelúdio





IXg Andrea Sydow quando casada com Bernd Markus von Nieding, bacharel em direito, teve uma filha: Laura Maria Nikoline von Nieding, nascida em Berlim no dia 13 de Novembro, estudante no Gymnasium zum Grauen Kloster onde também estudou seu bisavô Eberhard




Atlas histórico da Pomerânia, Karte 3, Karte der Historischen Dorfformen, 18 Jahrh., Vol. 3, 1963.

Clique duas vezes na imagem. Aguarde a ampliação do mapa, para poder encontrar Brusenfelde entre Fiddichow e Greifenhagen

*Hoje Brusenfelde tem o nome polonês de Dębogóra



Clique duas vezes no mapa. Após a ampliação, poderá encontrar Fiddichow, Greifenhagen, Schönfeld, Gnesen...


Foto recente da casa de Eberhard e Hildegard Sydow (Bêka e Hilde), quando moravam em Werder a.d. Havel em 1925.



A inscrição diz:


"Freudig trete herein. froh entferne dich wieder, ziehst du als Wanderer vorbei, segne die Fahde dir Gott"


Gaudeat ingrediens, laetetur et aede recedens, His qui praeter eunt det bona cuncta Deus


Chega alegremente Saia contente Se estiver de passagem Deus abençoe teus caminhos

Atualmente (2008) é possível encontrar o nome Sydow da nossa família em:

Nyköping, Dinamarca (Dietlind Karla)

Berlim (Andrea, Nikoline e Wulfhild)

Hamburg (Rainer Andreas Ekkehard)

Ratisbona (Regensburg) (Thomas, Laura Sofie, Carolina Elisabeth)

Wuppertal (Roswitha Angelika)

Bochum (Christhild-Maria).

No Brasil, em

Três Passos (Ulrich+ e Lilly+ da Farmácia Colombo)

Ibirubá (Eberhard II+ que foi pastor luterano em Cel. Barros, Restinga Seca, Porto Alegre, Ibirubá e Marques de Souza, onde está sepultada sua primeira esposa, Ingeborg+)

Porto dos Gaúchos (Roland, engenheiro, empreendedor agropecuário, Alexey)

Campo Grande (Ursula, Elisabeth, ambas docentes do setor de Turismo)

Cuiabá (Tatjana)

Porto Alegre (Eberhard+ , Hildegard+, Verônica Gisela, Bióloga, Isabela)

São Leopoldo (Gunther, Bernhard, Vanda, Gunar, Ana Carolina, Débora Elisa)

Nova Petrópolis (Mechthild+)

São Paulo (Rosvita).



Cidades com o nome Sydow, origens do nome Sydow









Im Familiennamen-Duden steht: Sydow: Herkunftsname zu dem gleichlautenden Ortsnamen (Sachsen-Anhalt, ehem. Pommern/jetzt Polen).
poln., slaw. Ortsname Sydow = Zydow = Zyd-ow, poln. Zyd = der Jude, poln. -ow, -owo = eine Ortschaft also Zydow = Judenort(-dorf, -stadt) = povoado de judeus. Sydow bei Bublitz (Pommern) heißt heute Żydowo.









Clique duas vezes no mapa. Após a ampliação, poderá encontrar Zydowo













1768 war die jüdische Gemeinde von Alt-Strelitz gegründet worden. Kurz zuvor war Strelitz, die Residenz der mecklenburg-strelitzschen Fürsten, samt Schloss und Städtchen abgebrannt. Herzog Adolph Friedrich I. ließ sich eine neue Residenz und eine neue Stadt bauen, die den Namen Neustrelitz erhielt. In einer Mischung aus Toleranz und Eigennutz rief der Herzog 1733 Neuansiedler in sein Land und gewährte jüdischen Einwanderern gegen eine geringe Gebühr das Niederlassungsrecht. Diese schufen aus der abgebrannten Residenz Alt-Strelitz die jüdische Hauptstadt Mecklenburgs"Oll-Mochum". Es war das einzige Schtetl in ganz Mecklenburg. Nirgendwo sonst in dieser Region sollen die Juden im 18.und in der ersten Hälfte des 19.Jahrhunderts so autonom gewesen sein wie gerade in Alt-Strelitz. Immerhin hatte ihnen der Herzog bei ihrer Ankunft eine zehnjährige Steuerfreiheit gewährt, Bauplätze geschenkt oder billig vergeben, preiswertes Baumaterial überlassen und freie Religionsausübung zugestanden. Die herzogliche Toleranz führte bald dazu, dass Alt-Strelitz die höchste jüdische Bevölkerungszahl erreichte, die es je in Mecklenburg gegeben hat. Die jüdische Gemeinde in Alt-Strelitz verfügte über eine eigene Polizei und besaß neben einer Synagoge eine eigene Freischule, die auch von christlichen Eltern geschätzt wurde. Dem Herzog von Neustrelitz war es nur recht, dass die Juden seinem winzigen Staat wirtschaftlich auf die Sprünge halfen. Organisierten sie ihre Handelsgeschäfte doch viel besser als ihre schwerfälligen christlichen Kollegen. Nicht zuletzt dem Gewerbefleiß der Juden war es zu danken, dass das Haus Mecklenburg-Strelitz bald eines der reichsten deutschen Fürstenhäuser war.Fonte: http://www.ursulahomann.de/JudenInMecklenburgVorpommern/kap004.html
Texto completo em http://www.ursulahomann.de/JudenInMecklenburgVorpommern/kap001.html

Wulfhild escreve em 2008, 19 out: A pesquisa genealógica no caso SYDOW termina na Guerra dos 30 anos, porque todos os registros nas igrejas (batizados, casamentos, sepultamentos) que poderiam levar adiante foram queimados

Bei den SYDOWs endet die Ahnenforschung nämlich im 30jährigen Krieg, weil da alle Kirchenbücher verbrannt waren, die über weiter zurückliegende Sydows hätten Auskunft geben können.
Aqui a História Universal interveio de forma grrave na vida dos pequenos Sydow. Sua pátria, sua terra natal foi atravessada pela soldadesca de Tilly e Wallenstein (lema: a guerra alimenta a guerra). Estes eram levados para cá e para lá pelas perseguições dos não menos brutais dinamarqueses sob Christian IV e o sueco Gustavo Adolfo. Por fim, nos últimos 30 anos de uma "guerra de pura rapina" (já não se pode falar de uma "guerra religiosa" como era no início) talvez os Sydow ainda fizeram contato com os franceses.

Hier griff die "Weltgeschichte" mal wieder gravierend in das Leben von uns kleinen "Sydow-Leuten" ein. Durch ihre Heimat zog die kaiserlich-österreichische Soldateska unter Tilly und Wallenstein (Motto: der Krieg ernährt den Krieg). Diese fluteten dann jeweils zurück, gefolgt und verfolgt von den nicht weniger brutalen Dänen unter Christian IV. und danach unter den Schweden Gustav Adolfs. Schließlich in den letzten Jahren eines totalen "Raubkrieges" (vom "Religionskrieg" zu Beginn des 30jährigen Krieges konnte schon lange nicht mehr die Rede sein) haben die Sydows vielleicht auch noch mit den Franzosen Bekanntschaft gemacht.







Brandenburgo e regiões vizinhas foram o cenário principal desta guerra incrivelmente cruel e interminável (1618 - 1648). Em algumas regiões a população foi reduzida em mais de 66%. O mapa acima explicita de maneira gráfica a miserável dizimação dos povos na Europa. Clique duas vezes na imagem para obter uma visualização mais nítida. (Mapa especial associado ao mapa principal "Europa Central após a guerra dos 30 anos 1660, Atlas Westermann 1967, p. 107 )






Das Land Brandenburg (Kurmark) und die angrenzenden Gebiete waren Haupt-Kriegsschauplatz dieses unglaublich grausamen und lange anhaltenden Krieges (1618 - 1648). Nach dem 30jährigen Krieg hatte dort die Bevölkerung durch Hunger, Seuchen und natürlich Kampfhandlungen teilweise bis zu 66% abgenommen. Im Anhang findest Du eine Karte aus dem Westermann Atlas zur Weltgeschichte 1967, Seite 107 (Sonderkarte zur Hauptkarte "Mitteleuropa nach dem 30jährigen Krieg 1660"), die das Entvölkerungs-Elend in Europa grafisch verdeutlicht.


Para recriar uma imagem mais viva da época, Wulfhild recomenda a seguinte literatura:
GRIMMELHAUSEN, H. J. Chr. Simplicius Simplicissimus. Até uma ópera foi composta sobre este romance pelo compositor Karl Amadeus Hartmann, em 1936. Compondo uma ópera sobre a guerra dos 30 anos, Hartmann protestava contra a violência dos anos 1930. Com a citação de temas musicais judaicos, solidarizava-se com os perseguidos pela ditadura da época. Do romance há excertos disponíveis na internet: http://burg-sparrenberg.de/2007-06-Cloedt2.html

Ilustrações de Karl Eckle. Fonte: GRIMMELHAUSE. Der abenteuerlich Simplicius Simplicissimus. Dr. Rieder-Verlag, Stuttgart 1950.








Outra sugestão de leitura de Wulfhild:

MANN, Golo. Wallenstein. Hamburg, Spiegel, 2006. 1292 páginas!















Nützliche Quellentexte und Bildquellen zu einer Chronik der Sydows zu formen unter dem Aspekt: "wie es hätte sein können unter den damaligen historischen Gegebenheiten und Ereignissen".

Beim 30jährigen Krieg, als zeitgenössische Literatur den Roman von H. J. Chr. Grimmelshausen "Simplicius Simplicissimus" heranzuziehen und natürlich auch jede Menge seriöser Sekundärliteratur. Ich denke da an Golo Manns "Wallenstein". Aus der Zeit der Befreiungskriege (Napoleon) existieren sogar Briefe, von der Braut an den Verlobten ins "Feld" geschickt, wie es so nett verharmlosend, ländlich-idyllisch heißt, und bei deren Inhalt sich uns Heutigen die Haare sträuben. Da hat man sogar ein ganz handgreifliches schriftliches Zeugnis und könnte daran (natürlich unter Heranziehung weiterer Quellen) ein schon ziemlich authentisches Bild von uns kleinen Leuten "von unten", also aus den "Hütten" und nicht nur aus den "Palästen" schildern, wie sie normalerweise unsere Geschichtsbücher bevölkern